Repertório (Programação Musical 2016/2017)

BLACKWATER – FERGAL CARROLL


 

THE CARNIVAL OF THE INSECTS – BRUCE FRASER


 

DIVERTIMENTO FOR FLUTE AND BAND – ALFRED REED


 

FLOURISH FOR WIND BAND – R. VAUGHAN WILLIAMS


 

JOY (2005) – FRANK TICHELI

Frank Ticheli, compositor norte-americano que tem obtido dos meios artístico e acdémicos um considerável reconhecimento não só no país (EUA) como também na Europa pela sua produção composicional para orquestra, coro, música de câmara e para banda.

A sua música tem sido definida como optimista, débil, musculada, eficaz, poderosa, que expõe um talento impressionante no domínio das cores instrumentais.

Joy (2005), serviu para Frank Ticheli de meio de expressão de sentimentos vividos por um pais expectante (que também é compositor) num dia repleto de boas emoções.


 

FOUNDRY (2011) – JOHN MACKEY

É um dos mais profícuos e promissores compositores norte-americanos, que nos últimos tempos tem concentrado a sua criatividade na música para dança e banda.

Foundry (2001), composição na qual John Machey recria uma realidade sonora de uma fundição através de uma percussão não tradicional, como exemplo: pilhas de diversos metais, o conjunto de bules de metal e um tubo de metal.

Composição sobre um conjunto de sonoridade que constituem em si uma metáfora musical sobre a sociedade moderna, industrializada e desumana.


 

INTERLÚDIO PARA BANDA (2008) – JORGE CAMPOS

Jorge Campos, tende nos últimos tempos a fazer convergir para o universo “Banda e as suas repartições” uma grande parte das suas vontades e crenças artísticas.

Interlúdio para Banda (2008), composição para banda sobre o poema “Pastelaria”, de Mário Cesariny.

Sobre a voz do próprio Mário Cesariny a declamar o poema, a banda realiza com elementos de ataque e as suas diversas formas de ressonância (incluindo as de âmbito electrónico), um contraponto de pontuações, de realces, como se fosse a representação de um colectivo de consciências críticas perante o mundo: (…) “Que afinal o que importa não é haver gente com fome porque assim como assim ainda há muita gente que come”(…)


 

THE MACHINE AWAKES (2012) – STEVEN BRYANT

Steven Bryant, é um activo compositor e maestro, com inúmeras composições para orquestra, banda, música de câmara e ensembles de electroacústica. Estudou composição com John Corigliano na “The Juiliard School”, Cindy McTee na “University of North Texas”, e com Francis McBeth na “Ouachita University”.

The Machine Awakes (2012) é uma representação de uma realidade sonora não humana (mas realizado pelo homem), algo não totalmente orgânico, mas definitivamente vivo e pela primeira vez vigilante.

Desde o início da obra (através da evolução das texturas), sentem-se as primeiras “faíscas” do pensamento, numa tentativa de encontrar a consciência e a forma. Entretanto, esta máquina consciente e totalmente acordada, aparece-nos dotada de uma auto-determinação e de uma finalidade.


 

THE RED BALLOON – ANNE MCGINTY

Anne McGinty, profícua compositora de música para banda, nascida em Ohio (EUA) em 1945. Para além de ser uma personagem multifacetada no plano musical, é também, membro da Associação Nacional de Flauta, e da Sociedade Americana de Compositores, Autores e Editores (ASCAP).

Anne McGinty, para esta composição, inspirou-se numa pintura que retrata “um velho com uma criança que segurava um balão vermelho”, resultando daí, uma descrição sonora do balão a flutuar no ar, como também um espaço musical de carácter comovente e terno.


 

 

AS WINDS DANCE (2003) e IN HEAVEN’S AIR (1993)

Samuel Hazo, encontra-se hoje na vanguarda ao nível dos procedimentos educativos e composicionais para banda, e, sobre a sua ampla experiência no ensino da música (em todos os níveis académicos), que Samuel Hazo edifica as suas composições tanto para as bandas de iniciação como para as bandas de nível técnico e artístico mais elevado.

Em As Winds Dance, Samuel Hazo assenta repetição contínua de elementos rítmicos sincopados num princípio elementar: “a repetição é a mão do conhecimento”, em si, um elemento valor educacional relevante, a par do valor musical e cultural que qualquer argumento de concerto deve conter.

In Heaven’s Air, é uma composição dedicado ao seu amigo, Dr. Robert Cameron, através da qual faz a sua interpretação sobre o desapego de um ente querido das nossas mãos para as mãos de Deus, bem como a gloriosa ascensão da alma para o céu.

“(…) meu amor é tão puro como de uma criança, embora menos luzidio que as fixas velas douradas no manto celestial”.

Soneto 21, William Shakespeare


 

DINOSAURS – DANIEL BUKVICH

Daniel Bukvich (n.1954, Butte, Montana), prestigiado professor da Universidade de Idaho (EUA), na qual leccionou diversas disciplinas como a percussão , teoria musical, formação auditiva, composição e coro. Bukvich obteve na mesma universidade o grau de Mestre em Música em Composição e Arranjo musical.

Daniel Bukvich viaja frequentemente por todo os Estados Unidos, Canadá, Europa e Ásia Oriental como maestro, percussionista e compositor convidado para variadíssimas instituições e agrupamentos musicais. As suas composições e arranjos musicais são executados regularmente por orquestras, coros, bandas, solistas, grupos de câmara e grupos de jazz um pouco por todo o mundo.

Dinosaurs resultou da encomenda de Moscou Junior High Band em Moscow, Idaho, e composta especificamente para fins educacionais.

A pedido do maestro desta banda, Dale Kleinert, Daniel Bukvish incluiu na composição uma secção de grande intensidade rítmica, procedimentos composicionais minimalistas, uma produção sonora não convencional (por exemplo: sons resultantes da percussão com as mãos no sistema de chaves; tocar somente na boquilha do clarinete), como também o canto e alguns instrumentos de percussão não tradicionais (por exemplo: tubo de PVC de 2m de altura).

Dinosaurs, é uma composição em 5 quadros (Brontossauros; Fanfarra dos Tricerátopos; A caverna dos Estegossauros; O pântano do Iguanadontes; O encontro entre os Tiranossauros e os Pterodáctilos) que recria a paisagem sonora de uma qualquer região do planeta no período jurássico.