Direção Artística

JorgeCamposJORGE CAMPOS

 

Natural de Eiriz (Paços de Ferreira/Porto).

A par da execução de Trompete na(s) Banda(s) Militar(es) do Exército, estudou Percussão (Conservatório de Música de Lisboa com o Professor Carlos Voss), Direcção de Coro/Orquestra (Escola Superior de Música de Lisboa com os Professores Roberto Pérez e Christopher Bochmann) e Composição (Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo – Porto, com os professores Cândido Lima, Virgílio Melo, Carlos Guedes e Eugénio Amorim).

Em complemento curricular, por um lado, participou em diversos seminários multi-temáticos com personagens impares no panorama musical nacional e internacional como: Virgílio Melo (princípios composicionais de Stockausen); Paul Burg (programação em Max-MSP); Pedro Oliveira (teoria analítica da música do séc. XX); Emmanuel Nunes (2º workshop Jovens compositores da Orquestra C. Gulbenkian); Cândido Lima (matemática na música); António de Sousa Dias (programação musical); Mikael Laurson (sobre software PWGL). Por outro lado, tem um conjunto diversificado de colaborações performativas, a destacar: a Orquestra Sinfónica Juvenil  e a Orquestra do Norte (em trompete, com vários maestros: Christopher Bochmann, Ferreira Lobo, Gunther Arglebe, Manuel Teixeira Ferreira, Enrique Bátiz, Félix Carrasco), a Fundação Calouste Gulbenkian (em percussão, com o maestro Fernando Eldoro) e o Coro de Câmara de Lisboa (voz/tenor,  com a maestrina Teresita Gutierrez Marquez).

A partir do Mestrado em Composição e Teoria Musical (Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo – Porto, 2013), tende (no presente) a convergir para o universo “Banda e suas repartições” uma grande parte da suas vontades e crenças. Contudo, a produção composicional impõe-se numa diagonal da orquestra ao coro, da música de câmara à electroacústica e a música para teatro (Erro Humano, libretoe encenação de José Carretas, apresentação no Teatro helena Sá e Costa, 2004), incorporando aí interpretes de grande valor artístico como as Bandas do Exército Português (Queluz e Porto), a Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana (Lisboa), a Orquestra C. Gulbenkian, a Orquestra da Casa da Música (Porto), os Almost6 (ensemble de trompetes de Lisboa), Nuno Silva (clarinete solista da Orquestra Metropolitana de Lisboa), Salvador Parola (oboé/ESMLisboa), Diogo Neto (trompete/Piaget-Almada) entre outros.

A proximidade ao universo banda, possibilitou a realização de vários projectos musicais, como “Bandas em Manobras – 2011”, este, resultante da parceria do Serviço Educativo da Casa da Música/Porto e das Manobras do Porto/Porto 2.0, no qual foi co-autor e responsável pela curadoria perante o seguinte elenco:

Compositores: Ângela da Ponte + Pedro Cardoso “Peixe”; Eugénio Amorim + António Serginho; Fernando Lapa + Newmax; Rui Penha + Rui Reininho. Na colaboração na electrónica: Rui Dias, José Alberto Gomes e Filipe Lopes.

Interpretes:  Banda Militar do Porto; Banda de Música do Comando Metropolitano da Polícia de Segurança Pública do Porto; Orquestra de Sopros do Conservatório de Música do Porto, sob a direcção do maestro Paulo Martins.

A edição em 2012 do CD do concerto ao vivo <almost6 – sopros em laboratório>, uma produção repartida entre o quinteto de trompetes Almost6 e Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana – Lisboa, permitiu a fixação no tempo de algum do seu repertório para banda.

No mesmo ano, foi conferencista com o tema “Sinfonia Breve Nº1 de Álvaro Cassuto”: apontamentos sobre uma versão para banda, na 20ª Conferência do IGEB/Coimbra (International Society for the Research and Promotion of Wind Music – Áustria) organizada pelos institutos de investigação ligados à Universidade de Coimbra e a Universidade Nova de Lisboa, mas também no Estágio de Orquestra de Sopros da Academia de Música “em Diálogo” (Monsul – Póvoa de Lanhoso) com o tema “BANDA: práticas de repertório”

Desde 2013, é o director musical da Banda de Música  da Associação de Cultura Musical de Lousada.